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Frei Betto: petistas desmoralizaram
a esquerda
Cláudia Lamego
Sem
citar nomes, Frei Betto, ex-assessor e amigo do presidente Lula, classificou a crise política de tragédia grega e criticou
o núcleo de dirigentes petistas que a desencadearam e, em conseqüência, desmoralizaram a esquerda no país. Ex-coordenador
do Fome Zero, Frei Betto disse ter deixado o governo, em dezembro de 2004, por discordar da política econômica, mas frisou
que, se tivesse tomado conhecimento dos fatos agora divulgados pela imprensa, teria saído antes. — A direita brasileira
não conseguiu em décadas o que um pequeno núcleo de dirigentes petistas conseguiu em poucos anos: desmoralizar a esquerda.
Nem na ditadura se conseguiu desmoralizar a esquerda. Nós, que passamos pela prisão, saímos de cabeça erguida, porque a gente
tem o santo orgulho de ter lutado, enfrentado e ajudado a resgatar a democracia no país. Depois de trabalhar junto aos movimentos
populares para construir uma nova proposta ao país, um pequeno grupo de dirigentes vem, atola pé e alma na corrupção, comprometendo
todo um projeto — afirmou Frei Betto, em entrevista durante a 11 Jornada Nacional de Literatura, em Passo Fundo, no
Rio Grande do Sul, onde anteontem o cantor Chico Buarque também dera entrevista e dissera que a alma do país está ferida por
causa da crise política.
Desencantado, mas não abatido
Apesar de se confessar desencantado,
Frei Betto garantiu não estar abatido pela crise, mesmo sendo muito ligado ao presidente Lula. Ele disse ter força espiritual
para enfrentar adversidades, já que tem fé em Jesus, que chamou de fracassado. — Insisto em ser um teimoso homem
de esperança. Eu costumo dizer que isso tem a ver com minha espiritualidade, afinal, eu creio num fracassado, Jesus, que morreu
abandonado até pelos discípulos. Então acho que a dimensão aparentemente fracassada da minha fé, ajuda a manter a convicção
de que a vitória está garantida. Nos últimos anos passei pela queda do Muro de Berlim, derrota da Revolução Sandinista e agora
estou passando por este desencanto com o processo político brasileiro, agravado pela desmoralização da esquerda brasileira
— concluiu. Para Frei Betto, apesar de o momento ser grave, o PT vai conseguir sair da crise e se reerguer: —
Creio que vamos sair disso, primeiro porque o PT é maior que tudo isso e, segundo, porque o que justifica a nossa luta é a
existência da miséria. O religioso afirmou que ficou surpreso ao ver as denúncias na TV e frisou que deixou o PT por divergências
e para ter liberdade para criticar a condução da economia e dos projetos sociais. — As razões que me levaram a deixar
o governo foram duas: eu queria recuperar minha liberdade intelectual, até de poder criticar o governo, embora considere o
governo Lula muito melhor do que governos anteriores e ainda acredito que o Brasil é melhor com Lula do que sem Lula. A outra
é por discordar da política econômica. Ela é boa para os banqueiros, exportadores, agronegócio, grandes empresários, mas eu
estou interessado nos 53 milhões de pobres. Embora o Bolsa Família beneficie sete milhões de famílias, o que é um avanço,
mas estamos falando de um contingente muito maior de pessoas que precisam ser incluídas socialmente.
ÉLIO GÁSPARI, DO JORNAL O GLOBO,
PSICOGRAFOU TANCREDO NEVES
De Tancredo@edu para Lula@com.br
Estimado presidente, estamos aqui só nós dois, doutor Getúlio
e eu. Ele o detesta e assegura que o senhor não sabe que dia é hoje (24 de agosto) , pois confunde a história de nosso povo
com a cronologia do governo de sua gente. Há 51 anos o presidente Vargas se matou com um tiro no peito. Eu tinha 44 anos e
era seu ministro da Justiça. Nunca esqueci aquela noite no Palácio do Catete. Doutor Getúlio prefere não lhe falar, mas me
autorizou a mandar-lhe esta mensagem. Ele a leu. Antes de mais nada, para que o patrício não embale ilusões, quero dizer-lhe
que por cá sabemos de tudo. Coisas que só o senhor e o ministro Antonio Palocci sabem e coisas que o doutor Tarso Genro preferiria
não saber. É com esse cabedal que lhe escrevo. Seu governo acabou, sua lenda se diluiu e seu PT se divide entre patriotas
perplexos, aproveitadores apanhados e mandriões dissimulados. Outro dia o marechal Castello Branco passou por aqui rindo muito.
Ele diz que o senhor caiu na mão da politicagem porque não reformou a máquina sindical corrupta que tanto denunciou. O
próprio Castello julga conveniente que lhe ofereça um caminho. Faço-o mais preocupado com as instituições nacionais do que
com sua biografia. Serei claro até onde posso: quero preservar o mandato de um cidadão escolhido pelo voto direto de 53 milhões
de eleitores. Vou um pouco além: não podemos permitir que os brasileiros sejam governados, nem por um dia, por um presidente
eleito indiretamente. Fui claro? Sugiro-lhe o seguinte: desista da reeleição, mas não conte a ninguém, nem a Dona Marisa,
a quem Risoleta manda suas lembranças. Faça do doutor Antonio Palocci o seu candidato. Sem trair os compromissos de sigilo
que sou obrigado a cumprir, posso adverti-lo de que o ilustre ministro ainda tem muito lixo no caminho, sobretudo umas latas
de molho de tomate com ervilha. Não entendi o que isso quer dizer, mas nada me custa preveni-lo. Seu tumultuado passado
permite que vá ao povo lembrando que sempre condenou a reeleição, oferecendo-se ao julgamento da nação com a candidatura do
doutor Palocci. É verdade que o senhor vai oferecer como futuro a negação de seu passado, mas essa escolha foi sua e, convenhamos,
vosso passado foi uma invenção. Um pio desejo alheio. Quando eu ia tomar posse, em 1984, calculei consumir o primeiro
biênio com medidas impopulares. Pergunte ao Francisco Dornelles, o meu admirável sobrinho que coloquei no Ministério da Fazenda.
O senhor fez coisa parecida, mas tomou gosto pelos aplausos da plutocracia e já se passaram quase três anos de ruína para
a produção. O distinto amigo se tornou um militante do ardil, mas esse ponto é despiciendo. O fato é que o doutor Palocci
é hoje o preferido da banca, daqui e do Ultramar. Ao contrário do que sucedeu ao doutor Getúlio em 1954 e até ao Jango em
1964, a porta da direita está a sua disposição, generosa e grata. Tome-a, porque a da esquerda finou-se. Não lhe prometo
que esse caminho leve o doutor Palocci ao Planalto. Também não lhe digo que me deixei impressionar pela entrevista que ele
deu no domingo. Asseguro-lhe, contudo, que a candidatura do ministro da Fazenda levará o estimado presidente de volta a São
Bernardo sem que seu governo arraste ao descrédito as instituições nacionais. Como humilde concidadão, subscrevo-me pela
pátria
Tancredo Neves
Se eu soubesse que o LULA iria manter a economia do País estável
e acabar com o PT, EU TERIA VOTADO NELE ANTES !!!!!
A LIMOUSINE DO SEVERINO TAMBÉM
FOI PRESENTE DO MARCOS VALÉRIO?

"Um dos primeiros presidentes
do Brasil foi Prudente de Morais.
Daí prá frente, tivemos uma série de presidentes:
Uns imprudentes,
outros imorais..."
Os quatro meninos
Era uma vez quatro meninos que foram ao campo
e, por 100 reais, compraram o burro de um velho camponês. O homem prometeu entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas, quando
eles voltaram para levar o burro, o camponês lhes disse:
- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia:
o burro morreu. - Então devolva-nos o dinheiro. - Não posso, já o gastei todo. - De qualquer forma, queremos o burro. -
E para que o querem? O que vão fazer com ele? - Nós vamos rifá-lo. - Estão loucos? Como vão rifar um burro morto? -
Não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos
e lhes perguntou:
- O que aconteceu com o burro? - Nós o rifamos.
Vendemos 500 números a 2 reais cada um, e arrecadamos 1.000 reais. - E ninguém se queixou? - Só o ganhador, porém lhe
devolvemos os 2 reais em dobro, e está tudo bem.
Os quatro meninos cresceram e ganharam muito dinheiro. Fundaram um
banco (chamado Banco Rural), uma empresa de publicidade (chamada SMP&B), uma igreja (chamada Universal) e um partido político
(chamado PT).
(De
Odair Oliveira)

MARCOS VALÉRIO, GENTE QUE FAZ.
O tal do Marcos Valério pode ser lobista, armador, ladrão, laranja, picareta e tudo o mais que falam
dele. Concordo em gênero, número e grau. Mas justiça seja feita: o Marcos Valério é gente que faz. Estou
para ver um cara trabalhar tanto. Abre conta, pede empréstimo, apresenta banqueiro para ministro, dá aval, viaja, almoça com um partido, janta com a oposição, monta outra empresa,
monta numa grana, assina milhões de cheques e milhões em cheque, manda dinheiro pra fora, traz dinheiro pra dentro, lava tudo,
tenta criar um banco, arma o caixa dois de todo mundo, queima um charuto com os amigos, queima uns documentos com outros, entra em licitações, ganha concorrências,
paga o empréstimo dos outros, cobra o empréstimo dos que não pagaram, liga para
o ministro, abre conta em outros estados, contrata assessor de imprensa,
tira matéria que ia sair na revista, compra uns cavalinhos para a filha,
compra uns cavalinhos no Congresso, bota a secretária na Justiça, cuida das fazendas, compra gado, some com o gado, contrata carro-forte, compra uns carros para a esposa, se encontra no hotel com
um, no restaurante com outro, fecha um patrocínio, pega as 15 malas e vai para
o aeroporto, conversa com outros malas no avião, divide a grana, faz a entrega, se reúne com os fundos de pensão, pega
uma pensão dos fundos, discute cargos, pega uma conta de telefonia, faz
intermediação entre empresas e o governo, ganha comissão e, o que dá mais trabalho: esconde que fez isso tudo. E a gente ainda reclama que trabalha muito...
FILHO
DO LULA,
GENTE
QUE FAZ
Até chegar ao posto de primeiro-filho, Fábio Luiz Lula da Silva foi mais um entre tantos jovens assolados por
incertezas financeiras. Formado em Biologia, atravessou 2002 sem emprego fixo. Sobreviveu como monitor do Jardim Zoológico
de São Paulo, depois à custa de aulas particulares de inglês e informática.
Hoje com 28 anos, sócio de três empresas, Lulinha é o feliz proprietário de ações que somam R$ 625 mil. Mais que o
patrimônio do pai (R$ 422 mil declarados). Para tanto, bastou-lhe percorrer a trilha desmatada por Daniel Dantas, craque em
fazer amigos e influenciar pessoas.
A rota aberta por Dantas levou o primeiro-filho ao encontro da Telemar. Associado a dois filhos de Jacó Bittar, ex-prefeito
de Campinas, Lulinha era dono da agência de publicidade G-4. Em outubro de 2004, a fusão com a Espaço Digital pariu a holding
BR-4. Passados dois meses, um contrato com a Telemar elevou o capital BR-4 a R$ 2,7 milhões. Era só o começo.
A Gamecorp nasceu do casamento com a bondosa Telemar, que entregou aos jovens empreendedores R$ 2,5 milhões. Outras
empresas, quase todas ligadas de alguma forma ao governo, gostariam de entrar no clube.
Lula acha tudo normal. Lulinha é gente que faz.
PREMONIÇÃO
"Estamos
perdidos há muito tempo... O país perdeu a inteligência e a consciência. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em
debandada. Os caracteres corrompidos. A
prática da vida tem por única direção a conveniência.
Não
há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade
entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe
média abate-se progressivament e na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados
a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza
deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido!"
Eça
de Queiroz escreveu estas palavras em 1871.
PRESIDENTE,
VÁ SE DANAR!
por Adriana Vandoni Curvo
Não sei se é desespero ou ignorância. Pode ser pelo convívio com as más companhias, mas eu,
com todo o respeito que a "Instituição" Presidente da República merece, digo ao senhor Luis Inácio que vá se danar. Quem é
ele para dizer, pela segunda vez, que tem mais moral e ética "que qualquer um aqui neste país"? Tomou algumas doses a mais,
presidente?
Esta semana eu conheci Seu Genésio, funcionário de um órgão público que tem infinitamente mais
moral que o senhor, Luis Inácio.
Assim como o senhor, Seu Genésio é de origem humilde, só estudou o primeiro grau e sua esposa
foi babá. Uma biografia muito parecida com a sua, com uma diferença, a integridade. Ao terminar um trabalho que lhe encomendei,
perguntei a ele quanto eu o devia. Ele olhou nos meus olhos e disse:
- Olha doutora, esse é o meu trabalho. Eu ganho para
fazer isso. Se eu cobrar alguma coisa da senhora eu vou estar subornando. Vou
sentir como se estivesse recebendo o mensalão.
Está vendo senhor presidente, isso é integridade, moral, ética, princípios coesos. Não admito
que o senhor desmereça o povo humilde e trabalhador com seu discurso ébrio.
Seu Genésio, com a mesma dificuldade da maioria do povo brasileiro, criou seus filhos. E aposto
que ele acharia estranho se um dos quatro passassem a ostentar um patrimônio exorbitante, porque
apesar tê-los feito estudar, ele tem consciência das dificuldades de se vencer. No entanto, Lula, seu filho recebeu US$ 2.000.000,00
(dois milhões de dólares) de uma empresa de telefonia, apenas por ser seu filho, presidente! Apenas por isso e o senhor achou
normal. Não é corrupção passiva? Isso é corrupção Luis Inácio! Não é ético nem moral!
E o senhor acha isso normal? Presidente, sempre procurei criar os
meus filhos dentro dos mesmos princípios éticos e morais com que fui criada. Sempre procurei passar para eles o sentido de
cidadania e de respeito aos outros. Não posso admitir que o senhor, que deveria ser o exemplo de tudo isso por ser o representante
máximo do Brasil, venha deturpar a educação que dou a eles. Como posso olhar nos olhos dos meus filhos e garantir que o trabalho
compensa, que a vida íntegra é o caminho certo, cobrar o respeito às instituições, quando o Presidente da República está se
embriagando da corrupção do seu governo e acha isso normal, ético e moral?
Desafio o senhor a provar que tem mais moral e ética que eu!
Quem sabe "vossa excelência" tenha perdido a noção do que seja ética e moralidade ao conviver
com indivíduos inescrupulosos, como o gangster José Dirceu (seu ex-capitão), e outros companheiros de partido, não menos gangsteres,
como Delúbio e Sílvio Pereira.
Lula, eu acredito que o senhor não saiba nem o que seja honestidade, uma prova disso foi o
episódio da carteira achada no aeroporto de Brasília. Alguém se lembra? Era início de 2004, Waldomiro Diniz estava em todas
as manchetes de jornal quando Francisco Basílio Cavalcante, um faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou
uma carteira contendo US$ 10 mil e devolveu ao dono, um turista suíço. Basílio foi recebido por esse senhor aí, que
se tornou presidente da república. Na ocasião, Lula disse em rede nacional, que se alguém achasse uma carteira com dinheiro
e ficasse com ela, não seria ato de desonestidade, afinal de contas, o dinheiro não tinha dono. Essa é a máxima de Lula: achado
não é roubado.
O turista suíço quis recompensar o Seu Basílio lhe pagando uma dívida de energia elétrica de
míseros 28 reais, mas as regras da Infraero, onde ele trabalha, não permitem que funcionários recebam presentes. E olha que
a recompensa não chegava nem perto do valor da Land Rover que seu amigo ganhou de um “amigo”.
Basílio e Genésio são a cara do povo brasileiro. A cara que Lula tentou
forjar que era possuidor, mas não é. Na verdade Lula tinha essa máscara, mas ela caiu. Não podemos suportar ver essa farsa
de homem tripudiar em cima na pureza do nosso povo. Lula não é a cara do brasileiro honesto, trabalhador e sofrido que representa
a maioria. Um homem que para levar vantagem aceita se aliar a qualquer um e é benevolente com os que cometem crimes para benefício
dele ou de seu grupo e ainda acha tudo normal! Tenha paciência! “Fernandinho beira-mar”, guardando as devidas
proporções, também acha seus crimes normais.
Desculpe-me presidente, mas suas lágrimas apenas maculam a honestidade e integridade do povo
brasileiro, um povo sofrido que vem sendo enganado, espoliado, achacado e roubado há anos. E é por esse povo que eu me permito
dizer: Presidente, vá se danar!
Adriana Vandoni Curvo Cuiabá / MT
e-mail:
avandoni@uol.com.br
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